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Equipe Multidisciplinar e Cirurgia Plástica

A importância da equipe multidisciplinar no sucesso da Cirurgia Plástica e na expectativa do resultado cirúrgico.

A cirurgia plástica é uma operação para modificar o corpo, por razão estética ou reparadora, intervenção esta, por natureza, invasiva, mas efetiva.

As razões ditas “reparadoras” são de fácil aceitação para o público leigo, uma vez que trata de restituir a alguém forma e funções perdidas por razões alheias à sua vontade: acidentes com queimaduras, por exemplo. Contudo, além e até mais que o corpo a identidade da pessoa encontra-se ferida, tanto quanto suas funções sociais, por conta das físicas.

Já as “razões estéticas” são mais complexas para serem aceitas embora elas também sejam “reparadoras”. Imaginar que alguém ao estar descontente com sua forma também estará com suas funções sociais, uma vez que se dispõe a se submeter a incisões, a dores e, portanto, a drogas medicamentosas como os anestésicos. Então ela não o faz atoa.

Normalmente, algo aconteceu internamente com esta pessoa e ela não se reconhece como seu “Eu”. Deseja a mudança, mas resta saber para quem a deseja, para si, para melhor conviver consigo mesmo ou para o outro, por pressão da cultura?

A cirurgia, desta forma, deveria acontecer sob a orientação de uma equipe de saúde completa, interdisciplinar: cirurgião plástico, enfermagem, anestesista, técnicos e médicos de análise clínica, cardiologista. Mas deveria contar também com fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, etc. Infelizmente são poucas as clínicas, em Curitiba, a contarem com tal quadro, antes, durante e depois do ato cirúrgico.

Desta forma, aqueles que irão sofrer a ação cirúrgica deveriam passar, além de todas as outras, já de praxe, por avaliação psicológica e por intervenção fisioterápica antes e após a cirurgia.

A pele, o maior órgão do corpo humano, representa 12% do corpo todo e interconecta, interna e externamente, todo nosso organismo, tendo entre as suas múltiplas funções alertar e proteger de perigos, além de propiciar a afirmação de nossa percepção do mundo e de nós mesmos, desta forma ela é um importante elemento na construção e reconstrução do “Eu”.

Um “Eu” que se cria desde a gestação no contato íntimo e calmante da pele com a “água uterina”. Mais tarde é via pele que nos relacionamos com as pessoas que exercem função “materna”. E, é também a pele que, ao se conectar com músculos, se conecta com ossos, também com o sistema neurológico e vascular.

Imagine-se o grau de alerta geral a ser disparado no ato cirúrgico, por mais que se esteja anestesiado, até mesmo por estar anestesiado, “desligando-se” voluntariamente nosso controle protetivo?

Antes de ocorrer a cirurgia, há que se investigar o porquê psicológico da mudança e orientar sobre como vir a lidar bem com tal mudança.

E a fisioterapia, antes da cirurgia, tem esta dupla missão: preparar o corpo, indicando com o toque do profissional o “caminho” da mudança e orientando a psique da possibilidade de mudança.  Após o ato estas missões continuam e são acrescidas de mais: facilitar as fibras a assumirem sua nova forma e a psique a se auto aceitar, do mesmo modo que quando bebês as pessoas que nos cuidaram fizeram ao acarinhar, massagear ou simplesmente tocar, informações essenciais ocorriam.

Pessoas que contam com a equipe completa tendem a ter mais satisfação com as mudanças.


Dra. Marilza Mestre

Psicóloga

www.marilzamestre.com

http://lattes.cnpq.br/7649301314157346

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