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Tratamento

Fisioterapia no pós-operatório de cesárea

Parto cesárea ou cesariana

O parto cesárea é  o procedimento cirúrgico que inclui incisão abdominal para extração do concepto do útero materno durante o trabalho de parto. Fonte: ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

Como a fisioterapia pode contribuir com o pós-operatório de cesariana?

A paciente submetida à cesariana pode ter um pós-operatório menos doloroso e ser bem assistida pelo fisioterapeuta.

O acompanhamento pós-parto cesárea objetiva:

1. Controlar o edema presente;

2. Conduzir a cicatrização para evitar intercorrências como aderência de cicatriz e cicatriz hipertrófica;

3. Minimizar a dores musculares e/ou articulares presentes;

4. Orientar todo o processo de pós-operatório para que nada atrapalhe a nova mamãe a curtir esse momento único de sua vida;

5. Melhorar o aspecto estético da região abdominal.

Características que podem estar presentes após a cesariana:

– Edema (inchaço);

– Alteração de sensibilidade próximo a incisão cirúrgica (corte);

– Fraqueza da musculatura abdominal;

– Dor lombar;

– Aderência de cicatriz;

– Cicatriz hipertrófica;

– Flacidez tissular (flacidez de pele).

É importante lembrar que se você está passando por alguma dessas situações mencionadas, não se desespere. Tudo pode ser tratado e os resultados são rápidos e bastante satisfatórios.

A fisioterapia pode conduzir todo o pós-operatório a fim de minimizar e tratar as intercorrências mencionadas acima.

 

Edema: muitas mulheres apresentam aumento da retenção hídrica (edema) durante toda a gestação. Porém, no pós-parto pode piorar. Alguns pacientes têm esse aumento do volume de líquido próximo à região da incisão. Isso é chamado de seroma e pode ser tratado de forma conservadora pela fisioterapia. Entretanto, dependendo da quantidade de líquido, o médico poderá optar pela punção para retirar o líquido presente. Observe se há presença de febre! Na dúvida, procure o obstetra.

Para minimizar o edema e até mesmo o seroma, a paciente pode fazer uso de cinta modeladora e meia elástica de compressão (3/4 ou 7/8), drenagem linfática manual e aumentar a ingestão de líquido. O fisioterapeuta realizará toda a orientação do uso de cinta, bem como o tratamento para resolução do edema presente.

 

Sensibilidade exacerbada próxima à cicatriz: essa alteração de sensibilidade geralmente ocorre por causa de uma lesão de inervação na região do corte durante um procedimento cirúrgico. Felizmente essas lesões são transitórias e, na grande maioria das pacientes, retornam ao normal em até 06 meses de pós-operatório. Há casos em que os resultados não são animadores, demorando até 01 ano para recuperação; em outros, mais raros, a lesão pode ser permanente.

Com o tratamento fisioterapêutico, é possível, desde o pós-operatório imediato, iniciar o tratamento para dessensibilização (melhorar a região que está hipersensível) e, em casos de ausência de sensibilidade, o tratamento pode contribuir com a recuperação e normalização da sensibilidade da região da cicatriz.

 

Fraqueza da musculatura abdominal: é comum, após a gestação, as mulheres apresentarem fraqueza da musculatura abdominal, principalmente, aquelas que não realizaram exercícios físicos antes e durante esse período gestacional. A fisioterapia, por meio de exercícios específicos, realizará um programa de tratamento que possibilite a melhora da força muscular e também a estética da região do abdômen.

 

Dor lombar: uma porcentagem grande de mulheres sofre com dor lombar durante a gestação e, no pós-operatório, a dor pode persistir. O retorno à atividade física (em média 30 dias após a cesárea) auxiliará no controle da dor. A fisioterapia trata as estruturas acometidas, dá mais mobilidade, flexibilidade e força à musculatura e, ainda, atenua a dor lombar.

 

Aderência de cicatriz: algumas cicatrizes acabam ficando aderidas (grudadas). Esse tipo de cicatriz pode gerar dor pela falta de mobilidade do tecido, além de comprometer a estética. A fisioterapia, através de técnicas manuais como a LTF (liberação tecidual funcional) trata dessas aderências. É bom salientar que o paciente obtém excelentes resultados com o tratamento.

Se o tratamento for iniciado já no pós-operatório imediato, será mais fácil prevenir a aderência da cicatriz.

 

Cicatriz hipertrófica: a cicatriz hipertrófica possui várias causas e, em muitas delas, o tratamento fisioterapêutico ajuda bastante e até a evita. Algumas mulheres acabam fazendo um autodiagnóstico de forma equivocada. É válido lembrar que a cicatriz leva, em média, 01 ano para ficar com a coloração mais próxima à tonalidade da pele. No início, ela se apresenta mais avermelhada/ roxa e, com o passar dos meses, a coloração evolui até que ela fique bem parecida com a sua pele.

Alguns médicos indicam pomadas para prevenção de cicatriz hipertrófica e o uso de fitas de silicones para tratamento quando ela já está instalada. O trabalho do fisioterapeuta deve ser desenvolvido conjuntamente ao do médico e, sem dúvida, o paciente se beneficiará da associação dos tratamentos, tendo em vista que as cicatrizes hipertróficas são geradas pela presença de um tecido com pouca ou nenhuma mobilidade próximo a ela (nesses casos, a fisioterapia apresenta excelentes resultados).

 

Flacidez tissular: a flacidez presente após o parto irá melhorar com o passar dos meses assim como a musculatura abdominal. Entretanto, as pacientes que têm uma flacidez a nível de pele podem se beneficiar do tratamento com radiofrequência.

 

O tratamento fisioterapêutico contempla tudo o que foi mencionado acima. Mas a utilização de uma ou de outra técnica, dependerá das características que a paciente apresentará no pós-operatório.

 

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Dra. Marcieli Martins

Especialista em Fisioterapia Dermatofuncional

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