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Drenagem linfática manual de forma isolada não é a melhor conduta terapêutica para o Pós-operatório de Cirurgia Plástica?

Drenagem linfática manual no pós-operatório. É o tratamento adequado?

A drenagem linfática manual, sem dúvida, é a técnica mais conhecida e indicada quando se trata de pós-operatório.

Entretanto, já se sabe que realizar drenagem linfática manual no pós-operatório não é o tratamento mais adequado para tratar tudo que está comprometido após a lesão tecidual causada pela cânula ou pelo bisturi.

Embora a drenagem linfática seja uma técnica consagrada, o uso isolado no pós-operatório faz com que o tratamento se arraste com números altíssimos de atendimentos e se apresenta de forma pouca efetiva para tratar tecidos cicatriciais e fibrose.

É importante frisar que, quando o tratamento é feito de forma holística, todas as alterações são tratadas concomitantemente. Ou seja, ao conduzir o processo de cicatrização (reparo tecidual) de forma correta, o edema é reduzido, a deiscência e a fibrose podem ser evitadas, a dor reduzida e os movimentos funcionais são mantidos ou restaurados em equidade ao pré-operatório.

Apenas a drenagem linfática manual no pós-operatório pode auxiliar na redução do edema, entretanto não trata todas as intercorrências geradas pela intervenção, como por exemplo as alterações de cicatrização. Os profissionais que utilizam deste recurso como forma exclusiva de tratamento estão oferecendo aos seus pacientes um tratamento incompleto.

Reabilitar um paciente após um procedimento cirúrgico é ofício do fisioterapeuta. Quando se trata de Cirurgia Plástica isso não será diferente.

O fisioterapeuta deve fazer uso de todos os recursos fisioterapêuticos necessários para promover a reabilitação e a inserção do paciente novamente à sua rotina sem sequelas e limitações e contribuir com o sucesso (estético) da cirurgia realizada.

Para realizar um tratamento completo o profissional deve atentar-se a conduzir o pós-operatório minimizando as intercorrências e complicações e favorecendo um processo de reabilitação efetivo com o menor número de atendimentos possíveis.

Vale lembrar que não é a quantidade de atendimentos que permite o sucesso do tratamento e sim a qualidade do que está sendo feito.

Atualmente, o tratamento mais completo e efetivo para o pós-operatório são os tratamentos baseados em terapia manual. Entre as técnicas podemos destacar a Liberação tecidual funcional- LTF®(leia mais sobre LTF).

Através da terapia manual podemos tratar desde os tecidos lesionados diretamente (epiderme, derme e tecido subcutâneo) bem como os tecidos adjacentes como fáscias, músculos e articulações.

Dessa forma, torna-se possível tratar o edema (inchaço), as “fibroses”, equimoses (áreas roxas), dores musculares e articulares e restabelecer toda a funcionalidade.

O paciente obtém um resultado estético almejado com todo o processo, pois o período de recuperação é muito mais efetivo.

Quanto aos cirurgiões, esses devem certificar-se da formação e dos recursos utilizados pelo profissional que realizará o pós-operatório.

O fisioterapeuta é o profissional habilitado para conduzir o pós-operatório, fazendo uso de todos os recursos necessários para o processo de reabilitação.

O uso exclusivo de uma técnica não pode definir o tratamento pós-cirúrgico.

O bom resultado de uma intervenção plástica e a satisfação do paciente com o desejo alcançado está diretamente ligado ao profissional que atua no pós-operatório.

Pós-operatório é Reabilitação.

Reabilitação é com Fisioterapeuta.

Fisioterapia é com Fisioterapeuta.

Valorize o pós-operatório, será ele que permitirá o sucesso da Cirurgia!


Dra. Marcieli Martins

Especialista em Fisioterapia Dermatofuncional

Crefito 8-135395/F


Consultório

Rua Nunes Machado, 472, sala 801.

Centro – Curitiba – PR.

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